Hoje vi uma criança no metrô. Entrou de mãos dadas com a mãe, tinha uns 6 anos. O menino estava super alerta e agitado, a mãe, cansada, chamava a atenção da cria. Havia uma moça sentada na minha diagonal, ela chamou mãe e filho, e os deixou sentar em seu lugar. Senti um pequeno remorso por não ter feito o mesmo, mas meu cansaço era extremo. Fiquei a observar. A mãe colocou o filho em seu colo, deixando a bolsa pesar em seu ombro, mas com o filho seguro em seus braços. A criança observava tudo, olhos atentos. Olhar de criança, que não se desvia por pouca coisa; atenção máxima. O menino se acomodou no colo da mãe, e recostou a cabeça em seu seio, fazendo dali, o perfeito leito. Encaixado e acomodado, senti seus olhos pesarem. Sem desviar o olhar de onde chamava sua atenção, seus olhos foram se fechando, fechando e abrindo. A cada duas vezes que o olho fechava um pouco, ele voltava a se abrir. Até que o sono foi maior que sua curiosidade por aquele mundo subterrâneo que o faria chegar em casa, e adormeceu. Caiu em um sono profundo e nem o chacoalhar do trem, nem o falatório, tampouco os movimentos da mãe, fizeram com que o pequeno acordasse. Percebi que em seu sonho, continuava seu jogo de futebol provavelmente começado na escola. Seus pequenos pezinhos se moviam de vez em quando, em movimentos bruscos. Provavelmente já havia olhado crianças enquanto adormeciam, mas essa foi a primeira vez que eu realmente vi isso acontecer.