Acredito que todos possuam o gosto pela leitura, basta despertá-lo. Pode parecer um otimismo utópico, mas simplesmente não acredito que há alguém que "não goste de ler" ou ache a leitura dispensável e inútil. Creio (e espero) que não haja dúvidas para ninguém de que gostar de ler é, como dizem, meio caminho andado para o sucesso e, arrisco dizendo, para a felicidade.
"Não gosta" de ler quem não recebeu sua carta de amor, ou não a reconheceu. Assim chamo o que nos desperta o gosto pela leitura. Pode ser um bilhete, um livro, uma série ou uma coluna diária, mas há, para todos, várias dessas cartas. Eu, por exemplo, por influência de meus pais, recebi várias destas "cartas", como o clássico "O Pequeno Príncipe".
Como alguém afirma, com tanta convicção (e até sádico orgulho), que não gosta de ler, eu não sei. Mas tenho certeza de que, com um pouco de cabeça aberta, essa pessoa receberia a sua "carta". Isso olhando pelo lado prazeroso da questão, pois acho inegável a situação mundial em que estamos; onde o maior tesouro é o conhecimento, que, por sua vez, é o principal passaporte para tudo: uma boca primeira impressão, um bom emprego, um bom salário etc. E uma dica: para quem gosta de ler, o conhecimento bate na porta.
E se aquele escritor simplesmente não gostasse de ler? Machado de Assis, J. K. Rowling, Antoine de Saint-Exupéry, por exemplo. Talvez outras pessoas também não gostassem por não receberem suas cartas. A questão é: a leitura pouco depende de você; talvez um pouco se você vier a se tornar um grande escritor, autor de algumas dessas "cartas" das quais falo. Mas com certeza você depende muito mais da leitura. Portanto, continue procurando suas cartas, mas se o orgulho for muito grande, ao menos incentive as próximas gerações, pois inspirar uma criança a criar bons hábitos é muito mais fácil do que um adulto teimoso.
20/06/2011