segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Long Trip

Acho que nunca tive tanta coisa para escrever em apenas uma semana. Sim, se passaram apenas 07 dias dessa interminável viagem. Se alguém lesse isso, me acharia a típica mimadinha, que foi pra Europa e não deu valor. Mas a questão não é valorizar ou não uma viagem, e sim dar valor demais para a minha rotina. Meu Deus, como estou sentindo falta de tudo. Principalmente dele, é lógico. Mas a minha casa, minha cachorra, minha rotina em geral. Como eu adoro São Paulo. Já fui para a Espanha, e agora estou na Itália. Aqui só tem coisa velha, sem brincadeira. Espero que na Franca cada dia passe em um minuto, e aí, quem sabe, conseguirei sobreviver. Ah, sem contar que fiquei doente. A amidalite me abraçou, acolhedora, novamente. Ao mesmo tempo que tenho muita coisa para escrever, toda a minha criatividade ficou no Brasil, na minha casa. Como é possível alguém sonhar em sair de casa, da sua cidade, do seu país, morando em São Paulo? Naquela cidade tem absolutamente tudo, sem contar que minha vida está lá, minha rotina. Lá eu sei me comunicar, sei até me locomover. E se me perder, sei que ''achando o metrô, estarei em casa'', como sempre disse a minha mãe. Todo o tempo estou em lugares maravilhosos, onde todos queriam estar e conhecer, e só penso em como seria bom estar no parque Ibirapuera, na minha casa, ou na estação Brigadeiro do metrô. Digito essas palavras, em um dos meus momentos mais desesperados. Mais desesperada ainda, fico ao lembrar, que ainda faltam 15 dias para que eu esteja novamente no conforto da minha rotina. Mas o pior são as pessoas. Sinto falta até das pessoas que odeio. Sinto falta da risada das pessoas. Sinto falta do meu amor. Ontem falei com ele, nunca foi tão difícil segurar o choro. A emoção que me preencheu ao ouvir sua voz, foi algo inédito para mim. Nala, que saudade. Minha poodle gordinha e fofinha, como eu queria teu consolo agora. Perguntei à minha mãe, se o que passa mais rápido é o começo ou o fim da viagem, e ouvi a resposta esperada. O começo. Como é possível que um dia dure mais do que os últimos 7 dias duraram? Ok, ok. Sei que estou fazendo meu próprio inferno, e cavando minha sepultura, mas que posso fazer? Estou desesperada, com saudade de casa. Se eu pudesse, ao menos, ouvir a voz das pessoas que quero. As calmantes brincadeiras da minha melhor amiga, as broncas de minha tia, as músicas do meu amor. Ontem, antes de dormir, tinha tantas ideias para textos, um ficaria melhor que o outro.Tinha a história das janelas, o velho porco... Qual mais? Me fugiram da mente. E essas duas ideias que consigo lembrar, agora já não fazem mais diferença alguma. Ler as três palavras dele, é o que tem me acalmado hoje. Ai Deus, como isto está saindo patético. Aliás, como eu estou completamente patética. Alguém tem que por na minha cabeça que são ''só'' 15 dias, e que vão terminar, e quando isso acontecer, eu estarei saindo do aeroporto de Congonhas, na minha adorada São Paulo.