Tentando esquecer seus erros, fugir deles, ela vai para seu refúgio, seu lugar preferido da cidade, naquele pôr do Sol. Lá, cercada pelo que a faz bem, ela pode, finalmente, respirar. A grama a acolheu em um abraço fraternal, o Sol a perseguiu como a lembrar que ele sempre estará lá, e até a Lua está a admirá-la, tímida, não se aproxima muito com medo de fazê-la relembrar as noites mal dormidas, mas está lá, um cenário amigável. Agora ela não quer mais chorar, quer apenas admirar a sua paz exterior, apesar do inferno pessoal. Pensa em tudo que fez, em tudo que consideraram errado, em tudo pelo que tem chorado e sofrido por tanto tempo, mesmo que sufocadamente. Ela está bem, a não ser pela falta de aprovação, não entende o sentimento de culpa, se sempre lhe disseram "tudo que fazemos é para nossa felicidade", e ela está feliz, ele está feliz. Ela não precisa da aprovação de ninguém, afinal, só ela sabe o que está passando. Ela está feliz, agora, de todas as formas, e isso que importa.